Editora Typus anuncia os vencedores e menções honrosas do Prêmio Literário Primavera Eterna 2025
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Atualizado: há 2 horas
A Editora Typus divulga oficialmente os vencedores e as menções honrosas do Prêmio Literário Primavera Eterna 2025. Após todas as etapas de avaliação, leitura técnica e atribuição de notas pelo júri, chegamos aos textos que alcançaram as maiores pontuações em cada categoria.
Nesta edição, os autores contemplados passam a integrar a coletânea oficial do prêmio, reunindo as obras selecionadas como as mais expressivas do ano.
Abaixo, apresentamos os resultados, organizados por categoria.
FÁBULA / PARÁBOLA
1º lugar
A improvável primavera de Pedra Clara – Clara Ventura
Nesta parábola contemporânea de atmosfera sertaneja e lirismo delicado, o amor e a permanência transformam o tempo árido em possibilidade de florescimento. Entre seca, espera e retorno, a narrativa constrói uma metáfora sensível sobre raízes e escolhas. Um texto que une paisagem e sentimento para afirmar que há primaveras que nascem do afeto.
2º lugar
O pássaro que amava o Norte – Márcia Regina P. N. Tribuzy
Delicada e melancólica, esta parábola acompanha a chegada e partida de um pássaro que nunca pertenceu, apenas esteve. A narrativa fala sobre apego, expectativa e a ilusão de acreditar que podemos ser o “norte” de alguém. Com lirismo sutil, a autora conduz o leitor por uma jornada de perda e autodescoberta.
3º lugar
A macaca e o leão – Rita Lavoyer
Nesta fábula intensa e simbólica, uma macaca cria um filhote de leão como se fosse seu, moldando-o à sua própria natureza. Ao podar suas garras e arrancar seus dentes, tenta ensiná-lo que amor é adaptação e controle. A narrativa provoca uma reflexão profunda sobre identidade, poder e os limites entre cuidado e dominação.
ENSAIOS
1º lugar
O problema semântico do amor – Marjorie Meneghetti
Neste ensaio lúcido e conceitualmente consistente, o amor é analisado como palavra elástica demais para orientar experiências afetivas. A autora investiga como sofrimento, desgaste e submissão são frequentemente legitimados sob o mesmo nome que deveria abrigar cuidado e segurança. Um texto crítico e maduro que propõe distinguir intensidade de dignidade.
2º lugar
Bordadeiras do amor – Cibele Bender Raio
Neste ensaio lírico, o bordado se transforma em metáfora para a herança feminina que atravessa gerações. Entre ciência e memória afetiva, a autora entrelaça mitocôndrias, epigenética e gestos cotidianos para falar do amor materno e ancestral. Um texto delicado que une biologia, tradição e afeto em uma mesma trama.
3º lugar
O que vem antes da palavra – o fenômeno do amor – Ana Maria Barbosa
Neste ensaio denso e sensível, o amor é explorado em sua dimensão mais primitiva, anterior à linguagem e ao símbolo. A autora distingue o amor enquanto fenômeno puro daquele que se torna construção sociocultural, atravessado por acordos, expectativas e narrativas. Um texto filosófico e poético que investiga o instante inaugural do sentir.
CARTAS
1º lugar
A carta que te mandei – Nah F. Marinho
Nesta carta lúcida e emocionalmente madura, a narradora revisita um vínculo que não se concretizou, mas que deixou marcas e reflexões. Entre análise, afeto e despedida consciente, o texto revela a coragem de olhar o outro com honestidade — e a si mesma com ainda mais clareza. Uma escrita íntima sobre despedir-se sem ressentimento.
2º lugar
Carta para Dona Neta – Chiara Michelle Ramos Moura da Silva
Nesta carta marcada pela saudade, a autora dialoga com a avó já ausente, entrelaçando memória, ancestralidade e fé. O texto percorre infância, formação e identidade, revelando a força de uma herança feminina que sustenta mesmo após a partida. Uma escrita intensa que transforma luto em continuidade.
3º lugar
Carta para Ana Beatriz – Roberto Klotz
Nesta carta comovente, um avô revisita a distância que o tempo e a própria hesitação criaram entre ele e a neta. Entre arrependimentos e descobertas tardias, o texto revela o desejo sincero de reconstruir laços por meio de pequenos gestos e presença. Uma narrativa sensível sobre amor, culpa e recomeço.
Menção Honrosa
Geometria do extraordinário – Liz Vanessa Coutinho
Nesta carta intensa e corajosa, o amor maduro é retratado como território de risco, expansão e reinvenção. A autora narra a experiência de um vínculo que ousa atravessar limites e retorna transformado, sem negar marcas ou memórias. Um texto potente sobre desejo, maturidade e a elasticidade do amor.
Menção Honrosa
Primeiro dia da primavera – Li Alves
Nesta carta delicada e profundamente lírica, o amor é atravessado pela consciência da finitude e da transformação. A autora utiliza a metáfora da primavera para falar de permanência na ausência e da beleza que existe mesmo na queda. Um texto sensível sobre amar como ato de presença, mesmo diante do silêncio.
CRÔNICAS
1º lugar
A cama sem seu dono – Victor Silvio Rocha da Silva
Nesta crônica sensível e dolorosamente humana, o luto infantil é narrado sob o olhar de um pai que precisa sustentar a própria dor enquanto acolhe a do filho. Entre estrelinhas, orações e medos noturnos, o texto revela a delicadeza de reinventar o amor após a perda. Uma escrita íntima sobre ausência, paternidade e permanência.
2º lugar
O abraço – Suzana Borges da Fonseca Bins
Nesta crônica atmosférica e simbólica, a chegada do pai é atravessada pela consciência do tempo e da finitude. O temporal que se aproxima espelha o medo silencioso de que nem todos os encontros sejam eternos. Um texto delicado sobre amor filial, cumplicidade e o inevitável amadurecimento dos laços.
3º lugar
O único espelho importante – Tamara Cristina Macieira Pinto
Nesta crônica vibrante e vulnerável, a maternidade solo é retratada entre festa, ausência e amor incondicional. A autora constrói um contraste delicado entre o colorido da celebração e o vazio que insiste em existir. Um texto potente sobre identidade, força feminina e o olhar que realmente importa.
Menção Honrosa
Amores perfeitos – Ricardo de Medeiros Ramos Filho
Nesta crônica urbana e provocadora, o amor é observado em sua forma mais espontânea dentro de um espaço público carregado de tensões. O narrador mistura desejo, vigilância e reflexão, revelando tanto o preconceito alheio quanto a própria ambiguidade do olhar que observa. Um texto ágil que expõe, com ironia, as camadas do julgamento social.
Menção Honrosa
Enquanto a vida acontecer para nós – Erica Fernandes Dias
Nesta crônica sensível e cotidiana, a maternidade solo é retratada como resistência silenciosa e amor distribuído em turnos. A autora transforma rotina exausta em gesto poético, revelando a força invisível que sustenta os dias. Um texto delicado sobre culpa, gratidão e permanência afetiva.
CONTOS
1º lugar
O regador – Ilan Alves Miranda
Neste conto contido e elegante, o fim de um relacionamento é retratado por meio de pequenas desistências cotidianas. O autor constrói uma narrativa sobre o esvaziamento silencioso do amor, culminando em um gesto simbólico simples e devastador. Um texto preciso sobre ausência, rotina e aquilo que deixamos de cuidar.
2º lugar
O que o rio guarda – Márcio Augusto Silva de Souza
Neste conto de atmosfera lírica e quase mítica, o amor nasce à beira do rio e é atravessado pela força implacável da natureza. A narrativa constrói, com delicadeza e cadência, uma história sobre permanência, perda e memória. Um texto maduro que transforma o rio em testemunha e guardião do amor.
3º lugar
Antônio – Mayanna D’avila Velame
Neste conto sensível e engenhosamente construído, o luto é narrado sob uma perspectiva que desloca o leitor e o conduz a um desfecho revelador. Entre ciúme, memória e ausência, a autora constrói uma história sobre amor, disputa e reconciliação após a perda. Um texto delicado que transforma resistência em afeto compartilhado.
Menção Honrosa
Aureliana – Fernanda Barbosa Fehlberg
Neste conto delicado e circular, a infância, o tempo e o destino se entrelaçam por meio de um olhar que atravessa anos até reencontrar seu objeto de afeto. A narrativa conduz o leitor da inocência da espreita juvenil à maturidade de um reencontro marcado por perda e permanência. Um texto sensível sobre memória, amor e a estranha geometria do tempo.
Menção Honrosa
Tatuagens – Renato José Oliveira
Neste conto vibrante e provocador, a tatuagem torna-se metáfora de identidade, autonomia e transformação. A trajetória de Manu revela o rompimento com imposições, a descoberta do desejo e a coragem de habitar o próprio corpo. Um texto ousado que aborda liberdade, amor e pertencimento com intensidade contemporânea.
POEMAS
1º lugar
Antes que o vinho acabe – Yanna Almeida
Neste poema leve e sensorial, o amor é vivido como instante — praia, vinho, cheiro, dança e lua cheia. A voz lírica oscila entre o desejo de permanência e a consciência da fugacidade, transformando o agora em escolha deliberada. Um texto que celebra amar como experiência presente, antes que o vinho — e o momento — acabem.
2º lugar
Espanto – Adriano Duarte Ferreira Leite
Neste poema de cadência simples e intensa, o espanto é elevado à categoria de revelação amorosa. A repetição da palavra-título constrói ritmo e encantamento, enquanto o eu lírico transforma o amor em assombro sagrado. Um texto lírico que celebra a grandeza do sentimento com leveza e devoção.
3º lugar
Mulher entre cinzas e mitos – Maria do Rosário Gomes da Rocha
Neste poema de fôlego épico e simbólico, a mulher é retratada como arquétipo, ruína e renascimento. Entre mitologia, ancestralidade e elementos da natureza, a voz poética atravessa dor e transformação até se afirmar inteira. Um texto potente sobre identidade feminina como processo contínuo de metamorfose.
Menção Honrosa
O pecado de amar – Luiza Passini Vaz-Tostes
Neste poema confessional e apaixonado, o amor é retratado como entrega, conflito e quase transgressão. A voz lírica oscila entre fé e desejo, culpa e rendição, transformando o sentimento em chama inevitável. Um texto intenso que abraça a ideia de amar como risco e salvação.
Menção Honrosa
O poeta morre – João José de Melo Franco (In memoriam)
Neste poema de forte carga imagética e metafísica, a morte é atravessada por uma visão cósmica e transcendental. O eu lírico transforma a ausência física em permanência atômica, fundindo matéria, universo e memória. Um texto denso e simbólico que afirma a sobrevivência do poeta para além do corpo.
A Editora Typus parabeniza todos os autores contemplados e agradece a cada participante que confiou sua escrita a esta edição do prêmio. A coletânea oficial do Prêmio Literário Primavera Eterna 2025 reunirá essas obras em uma publicação que celebra a diversidade, a maturidade e a força da literatura contemporânea brasileira.



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