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Editora Typus anuncia os vencedores e menções honrosas do Prêmio Literário Primavera Eterna 2025

  • há 24 horas
  • 7 min de leitura

Atualizado: há 2 horas

A Editora Typus divulga oficialmente os vencedores e as menções honrosas do Prêmio Literário Primavera Eterna 2025. Após todas as etapas de avaliação, leitura técnica e atribuição de notas pelo júri, chegamos aos textos que alcançaram as maiores pontuações em cada categoria.


Nesta edição, os autores contemplados passam a integrar a coletânea oficial do prêmio, reunindo as obras selecionadas como as mais expressivas do ano.


Abaixo, apresentamos os resultados, organizados por categoria.


FÁBULA / PARÁBOLA


1º lugar


A improvável primavera de Pedra Clara – Clara Ventura

Nesta parábola contemporânea de atmosfera sertaneja e lirismo delicado, o amor e a permanência transformam o tempo árido em possibilidade de florescimento. Entre seca, espera e retorno, a narrativa constrói uma metáfora sensível sobre raízes e escolhas. Um texto que une paisagem e sentimento para afirmar que há primaveras que nascem do afeto.


2º lugar


O pássaro que amava o Norte – Márcia Regina P. N. Tribuzy

Delicada e melancólica, esta parábola acompanha a chegada e partida de um pássaro que nunca pertenceu, apenas esteve. A narrativa fala sobre apego, expectativa e a ilusão de acreditar que podemos ser o “norte” de alguém. Com lirismo sutil, a autora conduz o leitor por uma jornada de perda e autodescoberta.


3º lugar


A macaca e o leão – Rita Lavoyer

Nesta fábula intensa e simbólica, uma macaca cria um filhote de leão como se fosse seu, moldando-o à sua própria natureza. Ao podar suas garras e arrancar seus dentes, tenta ensiná-lo que amor é adaptação e controle. A narrativa provoca uma reflexão profunda sobre identidade, poder e os limites entre cuidado e dominação.


ENSAIOS


1º lugar


O problema semântico do amor – Marjorie Meneghetti

Neste ensaio lúcido e conceitualmente consistente, o amor é analisado como palavra elástica demais para orientar experiências afetivas. A autora investiga como sofrimento, desgaste e submissão são frequentemente legitimados sob o mesmo nome que deveria abrigar cuidado e segurança. Um texto crítico e maduro que propõe distinguir intensidade de dignidade.


2º lugar


Bordadeiras do amor – Cibele Bender Raio

Neste ensaio lírico, o bordado se transforma em metáfora para a herança feminina que atravessa gerações. Entre ciência e memória afetiva, a autora entrelaça mitocôndrias, epigenética e gestos cotidianos para falar do amor materno e ancestral. Um texto delicado que une biologia, tradição e afeto em uma mesma trama.


3º lugar


O que vem antes da palavra – o fenômeno do amor – Ana Maria Barbosa

Neste ensaio denso e sensível, o amor é explorado em sua dimensão mais primitiva, anterior à linguagem e ao símbolo. A autora distingue o amor enquanto fenômeno puro daquele que se torna construção sociocultural, atravessado por acordos, expectativas e narrativas. Um texto filosófico e poético que investiga o instante inaugural do sentir.


CARTAS


1º lugar


A carta que te mandei – Nah F. Marinho

Nesta carta lúcida e emocionalmente madura, a narradora revisita um vínculo que não se concretizou, mas que deixou marcas e reflexões. Entre análise, afeto e despedida consciente, o texto revela a coragem de olhar o outro com honestidade — e a si mesma com ainda mais clareza. Uma escrita íntima sobre despedir-se sem ressentimento.


2º lugar


Carta para Dona Neta – Chiara Michelle Ramos Moura da Silva

Nesta carta marcada pela saudade, a autora dialoga com a avó já ausente, entrelaçando memória, ancestralidade e fé. O texto percorre infância, formação e identidade, revelando a força de uma herança feminina que sustenta mesmo após a partida. Uma escrita intensa que transforma luto em continuidade.


3º lugar


Carta para Ana Beatriz – Roberto Klotz

Nesta carta comovente, um avô revisita a distância que o tempo e a própria hesitação criaram entre ele e a neta. Entre arrependimentos e descobertas tardias, o texto revela o desejo sincero de reconstruir laços por meio de pequenos gestos e presença. Uma narrativa sensível sobre amor, culpa e recomeço.


Menção Honrosa


Geometria do extraordinário – Liz Vanessa Coutinho

Nesta carta intensa e corajosa, o amor maduro é retratado como território de risco, expansão e reinvenção. A autora narra a experiência de um vínculo que ousa atravessar limites e retorna transformado, sem negar marcas ou memórias. Um texto potente sobre desejo, maturidade e a elasticidade do amor.


Menção Honrosa


Primeiro dia da primavera – Li Alves

Nesta carta delicada e profundamente lírica, o amor é atravessado pela consciência da finitude e da transformação. A autora utiliza a metáfora da primavera para falar de permanência na ausência e da beleza que existe mesmo na queda. Um texto sensível sobre amar como ato de presença, mesmo diante do silêncio.


CRÔNICAS


1º lugar


A cama sem seu dono – Victor Silvio Rocha da Silva

Nesta crônica sensível e dolorosamente humana, o luto infantil é narrado sob o olhar de um pai que precisa sustentar a própria dor enquanto acolhe a do filho. Entre estrelinhas, orações e medos noturnos, o texto revela a delicadeza de reinventar o amor após a perda. Uma escrita íntima sobre ausência, paternidade e permanência.


2º lugar


O abraço – Suzana Borges da Fonseca Bins

Nesta crônica atmosférica e simbólica, a chegada do pai é atravessada pela consciência do tempo e da finitude. O temporal que se aproxima espelha o medo silencioso de que nem todos os encontros sejam eternos. Um texto delicado sobre amor filial, cumplicidade e o inevitável amadurecimento dos laços.


3º lugar


O único espelho importante – Tamara Cristina Macieira Pinto

Nesta crônica vibrante e vulnerável, a maternidade solo é retratada entre festa, ausência e amor incondicional. A autora constrói um contraste delicado entre o colorido da celebração e o vazio que insiste em existir. Um texto potente sobre identidade, força feminina e o olhar que realmente importa.


Menção Honrosa


Amores perfeitos – Ricardo de Medeiros Ramos Filho

Nesta crônica urbana e provocadora, o amor é observado em sua forma mais espontânea dentro de um espaço público carregado de tensões. O narrador mistura desejo, vigilância e reflexão, revelando tanto o preconceito alheio quanto a própria ambiguidade do olhar que observa. Um texto ágil que expõe, com ironia, as camadas do julgamento social.


Menção Honrosa


Enquanto a vida acontecer para nós – Erica Fernandes Dias

Nesta crônica sensível e cotidiana, a maternidade solo é retratada como resistência silenciosa e amor distribuído em turnos. A autora transforma rotina exausta em gesto poético, revelando a força invisível que sustenta os dias. Um texto delicado sobre culpa, gratidão e permanência afetiva.


CONTOS


1º lugar


O regador – Ilan Alves Miranda

Neste conto contido e elegante, o fim de um relacionamento é retratado por meio de pequenas desistências cotidianas. O autor constrói uma narrativa sobre o esvaziamento silencioso do amor, culminando em um gesto simbólico simples e devastador. Um texto preciso sobre ausência, rotina e aquilo que deixamos de cuidar.


2º lugar


O que o rio guarda – Márcio Augusto Silva de Souza

Neste conto de atmosfera lírica e quase mítica, o amor nasce à beira do rio e é atravessado pela força implacável da natureza. A narrativa constrói, com delicadeza e cadência, uma história sobre permanência, perda e memória. Um texto maduro que transforma o rio em testemunha e guardião do amor.


3º lugar


Antônio – Mayanna D’avila Velame

Neste conto sensível e engenhosamente construído, o luto é narrado sob uma perspectiva que desloca o leitor e o conduz a um desfecho revelador. Entre ciúme, memória e ausência, a autora constrói uma história sobre amor, disputa e reconciliação após a perda. Um texto delicado que transforma resistência em afeto compartilhado.


Menção Honrosa


Aureliana – Fernanda Barbosa Fehlberg

Neste conto delicado e circular, a infância, o tempo e o destino se entrelaçam por meio de um olhar que atravessa anos até reencontrar seu objeto de afeto. A narrativa conduz o leitor da inocência da espreita juvenil à maturidade de um reencontro marcado por perda e permanência. Um texto sensível sobre memória, amor e a estranha geometria do tempo.


Menção Honrosa


Tatuagens – Renato José Oliveira

Neste conto vibrante e provocador, a tatuagem torna-se metáfora de identidade, autonomia e transformação. A trajetória de Manu revela o rompimento com imposições, a descoberta do desejo e a coragem de habitar o próprio corpo. Um texto ousado que aborda liberdade, amor e pertencimento com intensidade contemporânea.


POEMAS


1º lugar


Antes que o vinho acabe – Yanna Almeida

Neste poema leve e sensorial, o amor é vivido como instante — praia, vinho, cheiro, dança e lua cheia. A voz lírica oscila entre o desejo de permanência e a consciência da fugacidade, transformando o agora em escolha deliberada. Um texto que celebra amar como experiência presente, antes que o vinho — e o momento — acabem.


2º lugar


Espanto – Adriano Duarte Ferreira Leite

Neste poema de cadência simples e intensa, o espanto é elevado à categoria de revelação amorosa. A repetição da palavra-título constrói ritmo e encantamento, enquanto o eu lírico transforma o amor em assombro sagrado. Um texto lírico que celebra a grandeza do sentimento com leveza e devoção.


3º lugar


Mulher entre cinzas e mitos – Maria do Rosário Gomes da Rocha

Neste poema de fôlego épico e simbólico, a mulher é retratada como arquétipo, ruína e renascimento. Entre mitologia, ancestralidade e elementos da natureza, a voz poética atravessa dor e transformação até se afirmar inteira. Um texto potente sobre identidade feminina como processo contínuo de metamorfose.


Menção Honrosa


O pecado de amar – Luiza Passini Vaz-Tostes

Neste poema confessional e apaixonado, o amor é retratado como entrega, conflito e quase transgressão. A voz lírica oscila entre fé e desejo, culpa e rendição, transformando o sentimento em chama inevitável. Um texto intenso que abraça a ideia de amar como risco e salvação.


Menção Honrosa


O poeta morre – João José de Melo Franco (In memoriam)

Neste poema de forte carga imagética e metafísica, a morte é atravessada por uma visão cósmica e transcendental. O eu lírico transforma a ausência física em permanência atômica, fundindo matéria, universo e memória. Um texto denso e simbólico que afirma a sobrevivência do poeta para além do corpo.


A Editora Typus parabeniza todos os autores contemplados e agradece a cada participante que confiou sua escrita a esta edição do prêmio. A coletânea oficial do Prêmio Literário Primavera Eterna 2025 reunirá essas obras em uma publicação que celebra a diversidade, a maturidade e a força da literatura contemporânea brasileira.

 
 
 

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