O leitor não é bobo: como evitar explicações excessivas na escrita
Imagine a seguinte cena: uma mulher encontra uma carta antiga no fundo de uma gaveta. Reconhece a caligrafia, lê as primeiras linhas e, antes de chegar ao final, rasga o papel em pequenos pedaços. O autor poderia acrescentar que ela ficou profundamente magoada, que a carta trouxe lembranças dolorosas e que rasgá-la foi sua maneira de demonstrar ressentimento. Talvez tudo isso seja verdade. Mas será que o leitor precisa receber essas informações? Uma das dificuldades mais comu

