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Abel Ferreira Lopes Filho

Jurista e escritor, Abel Ferreira é mestre em Direito e autor de obras acadêmicas na área. Nascido em Fortaleza e radicado em Brasília, une sua bagagem de duas décadas na auditoria federal, com passagens pela ONU e por diferentes regiões do país. Essa experiência alimenta uma ficção voltada às relações entre o indivíduo e as estruturas institucionais.
É autor de Ilusões em Tramitação (Litteralux, 2026), livro de contos lançado no Espaço Autoral da 4ª Festa do Livro da Universidade de Brasília, e vencedor do I Prêmio Literário Verão de Histórias, da Editora Typus, na categoria Romance.
Sua escrita transforma instituições em personagens e explora temas como memória, esquecimento e a condição humana, revelando a burocracia como espaço de conflitos existenciais.
Você já participou de outros prêmios e concursos literários; que lugar essas experiências ocupam na sua trajetória?
Tenho participado de concursos e prêmios como parte do caminho de quem escreve. Alguns trouxeram reconhecimento, outros aprendizado. Cada concurso também amplia meu diálogo com leitores e jurados.
Quais eram suas expectativas quando enviou o original?
Eu esperava que o romance tivesse uma boa recepção e pudesse encontrar uma oportunidade de publicação. O resultado, naturalmente, foi além do que eu imaginava.
Como foi saber que o seu livro havia vencido o Verão de Histórias, na categoria Romance, e seria publicado pela Typus?
Foi uma surpresa e uma alegria muito grandes. Eu não esperava o primeiro lugar. O prêmio representa a oportunidade de publicar A Nomeação pela própria Editora Typus, que promoveu o concurso e acompanhou a seleção dos originais.
Como nasceu a ideia de A Nomeação e como foi o processo de escrita?
A ideia nasceu da observação das relações entre pessoas e instituições. A escrita foi gradual, com muitas revisões, buscando uma prosa mais contida e deixando que os conflitos aparecessem nas ações.
O romance fala dos códigos e conflitos da burocracia. Por que você escolheu esse universo para construir a história?
A burocracia me interessa porque concentra poder, regras e escolhas humanas em situações aparentemente banais. É um universo em que decisões administrativas podem revelar conflitos profundamente pessoais.
O que você acredita que um prêmio pode representar para um autor que busca levar seu trabalho a novos leitores?
Um prêmio pode dar visibilidade, abrir portas e aproximar a obra de novos leitores. Para o autor, também representa uma leitura externa do trabalho e pode fortalecer a continuidade de seu projeto literário.
O que você gostaria de dizer aos futuros leitores de A Nomeação? O que eles podem esperar do livro?
Espero que encontrem uma história sobre escolhas, permanência e renúncia. A Nomeação acompanha personagens diante de instituições que organizam suas vidas e convida o leitor a pensar no preço dessas escolhas.
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