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entre nós #2 - conheça nossos autores

Ilan Miranda

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Ilan Miranda é professor, escritor e pesquisador na área de educação, com trajetória dedicada ao ensino e à produção de conteúdos educacionais. É autor de materiais didáticos e de obras literárias que articulam formação leitora, sensibilidade e visão crítica. 

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Foi vencedor da categoria Contos do 1º Prêmio Primavera Eterna, realizado em 2025 pala Editora Typus. Reside em Maceió e encontra na escrita um espaço de investigação da memória, do pertencimento e das experiências humanas, temas que atravessam sua produção literária.

Você já participou de outros prêmios e concursos literários; que lugar essas experiências ocupam na sua trajetória?

Neste ano, venci também um concurso de contos da Editora Typus. A conquista me deu novo fôlego para investir na escrita e realizar o desejo de extrapolar os contos e as crônicas, e escrever meu primeiro romance completo.

Quais eram suas expectativas quando enviou o original?

Por ser meu primeiro romance, enviei o original com alguma esperança, mas também com a insegurança de quem experimenta o novo e se expõe a ele. Eu queria, acima de tudo, que a história encontrasse leitores e despertasse interesse.

Como foi saber que o seu livro havia vencido o Verão de Histórias, na categoria Infantojuvenil, e seria publicado pela Typus? 

No início, a emoção me paralisou. Conferi a publicação várias vezes, até compreender que aquilo realmente estava acontecendo. Só então consegui contar às pessoas e celebrar a conquista.

Como nasceu a ideia de A Rua das Histórias Perdidas e como foi o processo de escrita?

A ideia nasceu da inquietação com o apagamento da memória urbana e com lugares que desaparecem sem deixar vestígios. A escrita envolveu pesquisa, planejamento e revisões, até que suspense e crítica social se equilibrassem.

Por que contar essa história pelo olhar das crianças?

Porque as crianças ainda conseguem estranhar aquilo que os adultos passaram a aceitar. Pelo olhar delas, o desaparecimento das casas ganha urgência, e preservar a memória se torna uma forma de enfrentar o esquecimento.

O que você acredita que um prêmio pode representar para um autor que busca levar seu trabalho a novos leitores?

O prêmio amplia a visibilidade da obra, aproxima de possíveis novos leitores e abre caminhos no mercado editorial. Também fortalece a confiança na minha escrita e confirma que vale a pena continuar investindo em minha própria voz.

O que você gostaria de dizer aos futuros leitores de A Rua das Histórias Perdidas? O que eles podem esperar do livro?

Os leitores podem esperar uma aventura sobre memória e pertencimento. Apesar de ser escrita para o público infantojuvenil, a história também alcançará os adultos e fará com que cada leitor olhe para a própria história e preserve suas memórias.

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